"Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor?" (Lucas, 43)
 
       
 
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02/06/2012
Por que voltar ao uso do latim na liturgia?
Pe. Paulo Ricardo
 
                                      A Resposta Católica:  
Erroneamente, muitas pessoas acreditam que o Concílio Vaticano II inaugurou uma "nova era"(1) na Igreja Católica e que, dentro dessa nova mentalidade trazida por ele, o latim teria sido abolido.
 
Muitos dizem, inclusive, que João Paulo II e seu antecessor, deixaram de lado o uso do latim e que o Papa Bento XVI quer agora voltar atrás. Todas essas afirmações não são verdadeiras. Muitos citam o CVII sem ao menos terem lido os seus documentos, criando-se assim uma expectativa que não corresponde à realidade. Em primeiro lugar, portanto, é preciso ir às fontes, ou seja, ler e entender o que dizem os documentos e o que o Papa Bento XVI pensa, de fato, por meio de seus escritos.
 
O CVII publicou um documento importantíssimo específico sobre a Sagrada Liturgia, intitulado Sacrosanctum Concilium, que em seu artigo 36, parágrafo 1º, diz:
 
36. § 1. Deve conservar-se o uso do latim nos ritos latinos, salvo o direito particular.
Ora, da expressão “deve-se conservar” infere-se que não houve ruptura de nada e que aquilo que já existia deve ser “mantido”. Ou seja, é preciso continuar fazendo aquilo que a Igreja fez ao longo de dois mil anos: usar o latim na liturgia.
 
Mas, então, o que foi que o CVII fez efetivamente? Qual foi a mudança que ele trouxe? O parágrafo seguinte é que responde:
 
36. § 2. Dado, porém, que não raramente o uso da língua vulgar pode revestir-se de grande utilidade para o povo, quer na administração dos sacramentos, quer em outras partes da Liturgia, poderá conceder-se à língua vernácula lugar mais amplo, especialmente nas leituras e admonições, em algumas orações e cantos, segundo as normas estabelecidas para cada caso nos capítulos seguintes.
 
Esta foi a mudança proposta pelo Concílio Vaticano II: que a língua vernácula ocupe um lugar mais “amplo” dentro da liturgia, mas, em nenhum momento, que ela ocupe “toda” a sagrada liturgia. O texto, nele mesmo, é muitíssimo claro. Portanto, não é verdade que o CVII jogou fora o latim e que seu uso foi proibido. Ainda no documento do CVII, Sacrosantum Concilium, vê-se que:
 
“54. A língua vernácula pode dar-se, nas missas celebradas com o povo, um lugar conveniente, sobretudo nas leituras e na «oração comum» e, segundo as diversas circunstâncias dos lugares, nas partes que pertencem ao povo, conforme o estabelecido no art. 36 desta Constituição.
 
Tomem-se providências para que os fiéis possam rezar ou cantar, mesmo em latim, as partes do Ordinário da missa que lhes competem."
Ora, pelo que se vê, não procede a acusação de que o CVII aboliu o uso do latim. O que se percebe é que em algumas partes da missa é possível utilizar a língua vernácula (português) e que, em outras, deve ser utilizado o latim, tomando o cuidado de se ensinar ao povo o que ele deve responder e como.
 
O Papa Bento XVI, em sua sabedoria, diz que é preciso que o CVII seja visto em seu lugar original, ou seja, ele é o XXIII Concílio Ecumênico da Igreja Católica e deve ser lido em consonância com todos os outros anteriores a ele, na chamada “hermenêutica da continuidade”.
 
Não como se ele fosse o primeiro de uma nova era e que a Igreja tivesse se tornado outra ou rompido com a antiga. Não. A Igreja é uma só desde sempre e é de suma importância manter a tradição, repetindo na Sagrada Liturgia as palavras pelas quais tantos santos e santas deram a vida para defender.
(1) - a porta ficou escancarada e muita coisa estranha entrou e continua a entrar na Igreja... "Através de algumas fissuras a fumaça de satanás entrou na Igreja", disse o próprio Paulo VI  - (Observação nossa).
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 Leia também:   

 Motu Próprio Summorum Pontificum  |  103 homilias do Pe. Paulo Iubel | Carta do Santo Padre | Missa Tridentina |  Missa Gregoriana

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"Quando  um jovem padre ordenado no novo rito de Paulo VI aprende a celevrar no rito tridentino, algo de novo ocorre em sua vida sacerdotal. É como, se derrepente, o sacerdócio fizesse sentido para ele; pela primeira vez ele tem consciencia de estar sendo 'alter Christus' no altar. Bastam alguns meses para o padre conceber a idéia de mais celebrar no rito de Paulo VI. Infelizmente, a maioria não chega a realizar esse intento, com medo das perseguições." - (Extraído do livro Missa Tridentina, de Dom Prosper Guérranger - pp8 - publicação da Ed. Permanência em 2010)

O maligno detesta a Missa em Latim:

                                    Confissões do inferno ao mundo contemporâneo

Obs. A nós leigos não compete fazermos juízos de valor, sobretudo em relação à Celebração Eucarística: A Igreja conta com a assitência do Espírito Santo . A centralidade da Celebração é Jesus - Presença Real - e isto não se discute!

Vejamos a riqueza de conteúdo das Orações Eucarísticas, o Catecismo da Igreja Católica...

O problerma está na inobservância das "rubricas" do Missal Romano, nos "invencionismos" que acabam resultando em banalizações e até profanações !

 

 
 
 

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