Catequese
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09/06/2012
O pecado contra o Espirito Santo - Pe. Paulo Ricardo
Segundo Santo Tomás de Aquino o pecado contra a bondade de Deus chama-se pecado contra o Espírito Santo porque das três pessoas divinas é o Espírito Santo a quem costumamos chamar de Amor. Enquanto Deus Pai é o todo-poderoso (pecado por fraqueza) e o Filho é a Palavra-Sabedoria (pecado por ignorância).
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Sendo assim, o pecado contra o Espírito Santo seria como uma doença incurável, já que fecha as portas da alma para o próprio remédio que poderia lhe dar a salvação: a misericórdia de Deus.
Temos aqui apena o audio do sermão sobre o pecado contra o Espirito Santo
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Evangelho segundo São Marcos 3,20-35
Naquele tempo, 20 Jesus voltou para casa com os seus discípulos. E de novo se reuniu tanta gente, que eles nem sequer podiam comer.
Domingo, 10 de Junho de 2012.
SANTO DO DIA: Beata Diana de Andaló, virgem; São Censúrio; São Máximo
Primeira leitura: Gênesis 3,9-15
Leitura do livro do Genêsis:
Depois que o homem comeu da fruta da árvore, 9o Senhor Deus chamou Adão, dizendo: "Onde estás?" 10 Ele respondeu: "Ouvi tua voz no jardim e fiquei com medo, porque estava nu; e me escondi". Disse-lhe o Senhor Deus: "E quem te disse que estavas nu? Então comeste da árvore de cujo fruto te proibi comer?" 12 Adão disse: "A mulher que tu me deste por companheira, foi ela que me deu do fruto da árvore, e eu comi". 13 Disse o Senhor Deus à mulher: "Porque fizeste isso?" E a mulher respondeu: "A serpente enganou-me e eu comi". 14 Então o Senhor Deus disse a serpente: "Porque fizeste isso, serás maldita entre todos os animais domésticos e todos animais selvagens! Rastejarás sobre o ventre e comerás pó todos os dias de tua vida! 15 Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar".
- Palavra do Senhor
- Graças a Deus
Salmo 130
Das profundezas eu clamo a vós, Senhor, escutai a minha voz! Vossos ouvidos estejam bem atentos ao clamor da minha prece!
R: No Senhor, toda graça e redenção!
Se levardes em conta nossas faltas, quem haverá de subsistir? Mas em vós se encontra o perdão, eu vos temo e em vós espero.
R: No Senhor, toda graça e redenção!
No Senhor ponho a minha esperança, espero em sua palavra. A minha alma espera no Senhor mais que o vigia pela aurora.
R: No Senhor, toda graça e redenção!
Espere Israel pelo Senhor mais que o vigia pela aurora! Pois no Senhor se encontra toda graça e copiosa redenção. Ele vem libertar a Israel de toda a sua culpa.
R: No Senhor, toda graça e redenção!
Segunda leitura: Segunda carta aos Coríntios 4,13-5,1
Leitura da carta de São Paulo aos Coríntios:
Irmãos, 13 sustentados pelo mesmo espírito de fé, conforme o que está escrito: "Eu creio e, por isso, falei", nós também cremos e, por isso, falamos, 14 certos de que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus nos ressuscitará também com Jesus e nos colocará ao seu lado, juntamente convosco. 15 E tudo isso é por causa de vós, para que a abundância da graça em um número maior de pessoas faça crrescer a ação de graças para a glória de Deus. 16 Por isso, não desanimamos. Mesmo se o nosso homem exterior se vai arruinando, o nosso homem interior, pelo contrário, vai-se renovando dia a dia. 17 Com efeito, o volume insignificante de uma tribulação momentânea accarreta para nós uma glória eterna incomensurável. 18 E isso acontece porque voltamos os nossos olhares para as coisas invisíveis e não para as coisas visíveis. Pois o que é visível é passageiro, mas o que é invisível é eterno. 5,1 De fato, sabemos que, se a tenda em que morarmos neste mundo for destruída, Deus nos dá uma outra moradia no céu que não é obra de mãos humanas, mas é eterna.
- Palavra do Senhor
- Graças a Deus
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 3,20-35
- Aleluia, Aleluia, Aleluia!
- O príncipe deste mundo agora se´ra expulso; e eu, da terra levantado, atrairei todos s mim mesmo (Jo 12, 31s)
- Aleluia, Aleluia, Aleluia!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos:
Naquele tempo, 20 Jesus voltou para casa com os seus discípulos. E de novo se reuniu tanta gente, que eles nem sequer podiam comer. 21 Quando souberam disso, os parentes de Jesus saíram para agarrá-lo, porque diziam que estava fora de si. 2 Os mestres da lei, que tinham vindo de Jerusalém, diziam que ele estava possuído por Belzebu e que pelo príncipe dos demônios ele expulsava os demônios. 23 Então Jesus os chamou e falou-lhes em parábolas: "Como é que satanás pode expulsar a satanás? 24 Se um reino se divide contra si mesmo, ele não poderá manter-se. 25Se uma família se divide contra si mesma, ela não poderá manter-se. 26 Assim, se satanás se levanta contra si mesmo e se divide, não poderá sobreviver, mas será destruído. 27 Ninguém pode entrar na casa de um homem forte, para roubar seus bens, sem antes o amarrar. Só depois poderá saquear sua casa. 28 Em verdade vos digo, tudo será perdoado aos homens, tanto os pecados como qualquer blasfêmia que tiverem dito. 29 Mas quem blasfemar contra o Espírito Santo nunca será perdoado; será culpado de um pecado eterno". 30 Jesus falou isso porque diziam: "Ele está possuído por um espírito mau". 31 Nisso chegaram sua mãe e seus irmãos. Eles ficaram do lado de fora e mandaram chamá-lo. 32 Havia uma multidão sentada ao redor dele. Então lhe disseram: "Tua mãe e teus irmãos estão lá fora à sua procura". 33 Ele respondeu: "Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?" 34 E, olhando para os que estavam sentados ao seu redor, disse: "Aqui estão minha mãe e meus irmãos. 35 Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.
- Palavra do Senhor
- Graças a Deus
Comentário ao Evangelho do dia feito por Beato João Paulo II
Encíclica «Dominum et vivificantem», § 46
O pecado contra o Espírito Santo
Por que razão é a «blasfémia» contra o Espírito Santo imperdoável? Em que sentido devemos entender esta «blasfémia»? São Tomás de Aquino responde que se trata de um pecado «imperdoável pela sua própria natureza, porque exclui aqueles elementos graças aos quais é concedida a remissão dos pecados». Segundo tal exegese, a «blasfémia» não consiste propriamente em ofender o Espírito Santo com palavras; consiste, antes, na recusa de aceitar a salvação que Deus oferece ao homem mediante o mesmo Espírito Santo, que age em virtude do sacrifício da Cruz. Se o homem rejeita este deixar-se «convencer quanto ao pecado», que provém do Espírito Santo e tem carácter salvífico, rejeita contemporaneamente a «vinda» do Consolador: aquela «vinda» que se efectuou no mistério da Páscoa, em união com o poder redentor do Sangue de Cristo, o Sangue que «purifica a consciência das obras mortas».
Sabemos que o fruto desta purificação é a remissão dos pecados. Por conseguinte, quem rejeita o Espírito e o Sangue permanece nas «obras mortas», no pecado. E a «blasfémia contra o Espírito Santo» consiste exactamente na recusa radical desta remissão de que Ele é o dispensador íntimo, e que pressupõe a conversão verdadeira, por Ele operada na consciência. Se Jesus diz que o pecado contra o Espírito Santo não pode ser perdoado, nem nesta vida nem na futura, é porque esta «não-remissão» está ligada, como à sua causa, à «não-penitência», isto é, à recusa radical da conversão.
A blasfémia contra o Espírito Santo é o pecado cometido pelo homem, que reivindica o seu pretenso «direito» de perseverar no mal - em qualquer pecado - e recusa por isso mesmo a Redenção. O homem fica fechado no pecado, tornando impossível da sua parte a própria conversão e também, consequentemente, a remissão dos pecados, que considera não essencial ou não importante para a sua vida. É uma situação de ruína espiritual, porque a blasfémia contra o Espírito Santo não permite ao homem sair da prisão em que ele próprio se fechou.
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Segue outro texto sobre o tema, publicado pelo Movimento Salvai Almas em 11/06/2012:
OS PECADOS CONTRA O ESPÍRITO SANTO
É terrível este pronunciamento do Senhor Jesus
São Mateus no seu Evangelho coloca em evidência as palavras de JESUS sobre o Pecado Imperdoável contra o ESPÍRITO SANTO:
“Todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens, mas a blasfêmia contra o ESPÍRITO SANTO não será perdoada. Se alguém disser uma palavra contra o Filho do Homem (JESUS CRISTO) lhe será perdoado, porém se disser contra o ESPÍRITO SANTO, não lhe será perdoado, nem neste mundo e nem no futuro”. (Mt 12, 31-32)
Esta é uma das frases mais terríveis pronunciadas pelo Divino Salvador. Santo Agostinho chegou a dizer que “talvez, ao longo da Sagrada Escritura, não se encontre nenhuma questão maior, nenhuma que seja mais difícil”.(Sermão 71 – Verbis Domini)
Na verdade, sempre que na doutrina católica se apresenta uma questão difícil, podemos ter a certeza de que a solução será luminosa, e tanto mais brilhante e bela quanto mais difícil for à questão. É o que ocorre neste caso, em que o SENHOR coloca numa mesma frase duas afirmações que são aparentemente contraditórias: a primeira – que todos os pecados serão perdoados; a segunda – que o pecado contra o ESPÍRITO SANTO não tem perdão.
Santo Tomás de Aquino na “Suma Teológica” sintetizou as diversas soluções apresentadas e esclarece de modo consistente o problema teológico. A seguir, procurando deixar o assunto ao alcance de todos, resumiremos as considerações do Santo e Sábio, Doutor da Igreja.
Como consideração inicial, as transgressões chamadas de Pecados contra o ESPÍRITO SANTO, são aquelas cometidas por “pura malícia”, que ofende e repugna a bondade Divina que se atribui ao ESPÍRITO DO SENHOR.
Os Pecados contra o ESPÍRITO SANTO são seis:
1) Desesperação da Salvação.
2) Presunção de se Salvar sem merecimento.
3) Negar a Verdade conhecida como tal.
4) Ter inveja das mercês (graças, virtudes e dons) que DEUS concede a outros.
5) Obstinação no Pecado.
6) Impenitência final.
São Tomás evidencia que a vontade pessoal se inclina ao mal de diversos modos:
a) Às vezes por defeito da razão, como aquele que peca por “ignorância”.
b) Às vezes por impulso do apetite sensitivo, como aquele que peca por “paixão”.
Mas nenhum destes dois casos significa pecar por “pura malícia”. Alguém só peca por “pura malícia” quando a própria vontade, consciente e com pleno raciocínio se volta para o mal.
Então, conforme define o Catecismo da Igreja Católica, os Pecados contra o ESPÍRITO SANTO “são aqueles cometidos por Pura Malícia”, não simplesmente por “ignorância” e “paixão”. Como este é um conceito fundamental para o perfeito conhecimento do assunto, vamos buscar deixá-lo bem acessível.
São Tomás escreveu em latim “certa malitia” que o Catecismo Oficial traduziu por “pura malícia” . O sentido da palavra “certa” indica aquilo que está perfeitamente decidido, resolvido e determinado no espírito de uma pessoa. Assim sendo, o Pecado cometido com “certa malitia” não é um pecado cometido por fraqueza, ignorância ou paixão, mas é um pecado cometido com plena e total adesão da vontade da pessoa, que lucidamente se inclina para o mal.
Como complemento, é importante mencionar, que São Tomás também explica sobre a ignorância, que em muitas ocasiões ela não está isenta do pecado, porque ela pode ser culposa, e neste caso teremos o chamado “Pecado por Ignorância”.
Desta maneira, fica bem definida a noção de “certa malitia”, a qual está presente nos seis Pecados que o Catecismo Oficial da Igreja enumera como sendo os Pecados contra o ESPÍRITO SANTO.
MALÍCIA DOS PECADOS
1º Pecado - “Desesperação da Salvação” e 2º Pecado - “Presunção de se Salvar sem merecimento”, São Tomás argumenta: A pessoa não quer pecar para não sofrer as consequências do Juízo Divino, o qual se exerce com justiça e misericórdia, e também pela “esperança” , que brota da consideração que a pessoa pode fazer da misericórdia Divina, que perdoa os pecados e premia as boas obras; ora, esta “esperança” é suprimida (eliminada) onde há “desesperação”. Por outro lado, a pessoa não quer pecar para não ofender a DEUS e pelo “temor” que nasce da consideração da Divina Justiça que pune os pecados; e este “temor” é suprimido (eliminado) pela “presunção” da salvação, quando alguém presume e acredita alcançar a glória sem mérito pessoal ou alcançar o perdão, sem a necessária penitência. Essa rejeição da justiça e misericórdia Divina implica numa “certa malitia”, pois são dois atributos Divinos que ninguém desconhece.
3º Pecado – “Negar a verdade conhecida como tal” e 4º Pecado – “Ter inveja das mercês (graças, virtudes e dons) que DEUS concede a outros”: Diz São Tomás: Dois são os dons de DEUS que nos afastam do pecado: primeiro dom - é o “conhecimento da Verdade”, contra o qual se coloca a “impugnação” (negação) da verdade conhecida, por exemplo, quando alguém “nega” a verdade conhecida para pecar livremente.
O segundo dom – é o auxílio da graça interior, a qual se opõe a inveja das mercês Divinas (das Graças doadas por DEUS), quando alguém “inveja” não só o irmão em sua pessoa, mas “inveja” também as graças que ele recebeu. Estes procedimentos definem a posição da alma, revelando que nela existe a “pura malícia”.
5º Pecado – “Obstinação no Pecado” e 6º Pecado– “Impenitência Final”. São Tomás falou: Em relação ao pecado, duas são as coisas que podem afastar a pessoa de cometer uma transgressão. A primeira - é a “desordem interior” causada pelo mal praticado e a “torpeza da ação”, do mal em si, cuja consideração da pessoa numa reflexão, costuma induzi-la a “penitência” pelo pecado cometido. Contra isto se coloca a “impenitência” , ou seja, o propósito de “não se arrepender”. Aqui, não confundir: esta “impenitência” não significa permanecer no pecado até a morte, porque se assim fosse, não seria um “pecado especial” (cometido em algumas oportunidades), mas uma “transgressão sistemática”(ou seja, uma obstinação de pecar). A segunda – é a “inanidade” (é vazio, não deixa nada) assim como a “brevidade do bem” que se busca no pecado, segundo observa o Apóstolo São Paulo: “Que fruto colheu então daquelas coisas de que agora vos envergonhais”? (Rm 6, 21) E esta consideração costuma induzir a pessoa a não amarrar a sua vontade ao pecado. E quando isto não acontece, então predomina a “obstinação”, quando a pessoa firma o seu propósito de aderir permanentemente o pecado.
EM QUE SENTIDO SE DIZ QUE ESTES PECADOS SÃO IMPERDOÁVEIS
Seguindo a explicação de São Tomás, há necessidade de mais um esclarecimento: o Pecado ou Blasfêmia contra o ESPÍRITO SANTO acontece quando se peca contra o “bem”, que se atribui ao DIVINO ESPÍRITO SANTO: pois a “bondade” se atribui a ELE, como o “poder” se atribui ao PAI e a “sabedoria” ao FILHO. Acrescenta São Tomás: quando se peca por “debilidade ou fraqueza”, se peca contra o PAI; se por “ignorância”, se peca contra o FILHO; e se peca contra o ESPÍRITO SANTO por “pura malícia” ou “malícia certa”.
Aqui já se começa a compreender que, no pecado contra o PAI (por fraqueza) ou contra o FILHO (por ignorância), o pecador se deixa conduzir mais facilmente ao arrependimento, e deste, ao pedido de perdão; enquanto o pecado contra o ESPÍRITO SANTO (por malícia) leva a obstinação no pecado, e, portanto, a recusa do perdão. Não é DEUS que não quer perdoar, é o pecador que não quer se arrepender e, consequentemente, não quer ser perdoado.
São Tomás compara o pecado contra o ESPÍRITO SANTO a uma doença incurável. “Uma enfermidade se diz incurável devido à natureza da doença, a qual inibe aquilo que poderia curá-la, seja porque destrói a capacidade de auto-regeneração da natureza, seja porque provoca náuseas do alimento ou do remédio, não permitindo a recuperação. Ora, DEUS pode curar este tipo de doença (como qualquer outra). Assim também o pecado contra o ESPÍRITO SANTO se diz irremissível segundo a sua natureza, porque exclui aquelas "coisas" pelas quais se faz a remissão do pecado (isto é: o arrependimento e o pedido de perdão). Porém isto não obstrui a Onipotência e a Misericórdia de DEUS, ou seja, a via do perdão e da cura, que somente o SENHOR pode utilizar, como às vezes ELE milagrosamente realiza curando as pessoas espiritualmente e corporalmente, conforme Sua Santíssima Vontade”.
Assim, DEUS manifesta a sua Onipotência Misericordiosa, convertendo o pecador como que à revelia da própria obstinação dele... Significa dizer, o SENHOR tem o poder Soberano de manifestar a Sua Vontade. Mas São Tomás observa que isso se dá em “raríssimas e especiais ocasiões”, dentro da Misericordiosa Justiça Divina. Assim sendo, no cumprimento da Lei de DEUS, prevalece à tese da irremissibilidade dos pecados contra o ESPÍRITO SANTO, segundo o texto de São Mateus que mencionamos no início desta exposição. E desse modo, a aparente contradição mostrada no texto, se resolve perfeitamente pela Absoluta Vontade do SENHOR.
A ANTIGUIDADE JÁ ABORDAVA ESTE TEMA
Aristóteles já classificava os pecadores em “ignorantes” (os que pecavam por ignorância), “incontinentes” (os que pecavam pela paixão) e “intemperantes” (os que pecavam por opção ou por malícia).
Quem peca por ignorância ignora, embora culposamente, ser mal aquilo que faz. Quem peca por paixão, sabe perfeitamente que aquilo que está fazendo é mau, mas não se apercebe momentaneamente da malícia do pecado, ofuscada pelo ímpeto culposo da paixão. Quem peca por opção ou malícia, nem ignora nem deixa de ter consciência de que é mau aquilo que está fazendo. Peca por cálculo, com premeditação e pleno conhecimento de causa, perseguindo o prazer do pecado, não por ter sido vencido pela tentação, mas porque o escolheu.
Então, como se observa, a noção de “malícia certa”, que é o fundamento da doutrina dos Pecados contra o ESPÍRITO SANTO, tem raízes ancoradas na filosofia grega, que a doutrina católica incorporou em sua teologia, objetivando iluminar sabiamente a humanidade.
DOUTRINA ATUALÍSSIMA EM NOSSOS DIAS
Num mundo que se afastou de DEUS por ignorância, movido pelas paixões ou por firme e decidida opção pelo mal (malícia certa), é sempre oportuno reavivar na memória e divulgar com plena disponibilidade a noção do pecado, a qual, como dizia o Papa Pio XII, o mundo havia perdido já em seu pontificado.
A mensagem que nossa MÃE SANTÍSSIMA trouxe em Fátima, em 1917, para os três pequenos pastores divulgá-la para o mundo, era precisamente um alerta para essa perda da noção do pecado, com a advertência de que, se a humanidade não se emendasse, grandes castigos se abateriam sobre todos.
Ninguém ousará dizer que, de lá para cá, a situação melhorou. Muito pelo contrário. Por outro lado, não é próprio da Providência Divina desalentar a humanidade em nenhuma circunstância. Embora triste e desapontado com o comportamento de seus filhos, o CRIADOR sofre em silêncio. Por isso mesmo, sobre as nuvens tenebrosas que pairam sobre o mundo, em consequência dos próprios desacertos das pessoas, cintila uma luz esplendorosa, mais brilhante que o sol: a promessa de NOSSA SENHORA, de que “No Fim” o SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS E O IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA vencerão e, o DIVINO ESPÍRITO SANTO, abafará definitivamente o rugido maléfico das blasfêmias, das maldades e de todo pecado, para júbilo do CRIADOR, alegria em toda população celeste e paz para toda humanidade. (publicado pelo Movimento Salvai Almas em 11/06/2012)
http://www.totustuusmariae.com.br/?cat=13&id=374

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